cronologia globo

REDE GLOBO

ANOS 90

 

 

A Rede Globo nasce em 26 de abril de 1965, de um acordo entre a empresa americana Time-Life e o jornalista Roberto Marinho. Até então, Marinho era somente o proprietário do jornal “O Globo” – que herdara do pai, Irineu Marinho, em 1925 -  e da Rádio Globo, inaugurada em 1945. O projeto de criar a emissora de tevê estava em curso desde o governo de João Goulart e a opção pela Time-Life se deu após Marinho ter estudado as propostas das emissoras estrangeiras BBC e ABC, e ter se decidido pela Time-Life por razões tecnológicas. A Rede Globo, cuja concessão no Rio fora outorgada no governo do presidente Juscelino Kubitschek, foi ampliando sua cobertura e, em pouco tempo, entrava no ar em São Paulo, através do Canal 5 (antiga TV Paulista, adquirida do grupo Victor Costa); em Belo Horizonte (pela emissora adquirida do grupo J. B. Amaral em 1968), em Brasília, no ano 1971, em Recife ,através de emissora adquirida do grupo Victor Costa, no ano seguinte.

Nos seis primeiros meses de existências, a Globo não se diferenciou do modelo de televisão “tradicional”. A virada da Globo acontece no início de 1966, com uma mudança na concepção do que poderia ser o veículo televisivo: a emissora deixa de ser dirigida por gente do meio artístico e jornalístico e passa a ser comandada por homens de publicidade e marketing, tendo na cabeça Walter Clark, homem que pensou a televisão nos termos da indústria da propaganda, pensada prioritariamente como um empreendimento comercial.

Em 1980, a Rede Globo já era a preferida entre os brasileiros, com suas 40 emissoras monopolizava 75% da audiência, através de seus shows, programas humorísticos, edições jornalísticas e telenovelas. Estes dois últimos gêneros são constantes alvos da análise dos críticos dos jornais impressos como, por exemplo, Marcelo Coelho, articulista da Folha de São Paulo, que os classifica como “confirmadores do cotidiano”  (Jornal do Brasil – 27/04/1980 e FSP – 28/04/1995).

Uma outra característica da Rede Globo é a inovação tecnológica. Ela foi a primeira a utilizar vários dos recursos que são habituais na televisão brasileira hoje em dia. Por isso, tornou-se padrão de qualidade para as outras emissoras.

Hoje, a Rede Globo cobre praticamente todo o território nacional, sendo vista por 99,84% dos 5.043 municípios brasileiros. Os números da emissora são estes: 113 emissoras entre Geradoras e Afiliadas, 74% de audiência no horário nobre, 56% no matutino, 59% no vespertino e 69% de audiência no horário noturno. No mercado publicitário, a participação da Globo corresponde a 75% do total de verbas destinadas à mídia televisão.

Quase todos os programas da grade de programação da Rede Globo são, hoje em dia, produzidos no Projac. Inaugurado em outubro de 1995, o Projeto Jacarepaguá (PROJAC) – o novo Centro de Produção da Globo -, é o maior da América Latina. Com um total de 1.300.000 metros quadrados, dos quais 120 mil de área construída, o Projac foi projetado para abrigar superestúdios, módulos de produção e galpões de acervo.

Além da produção televisiva, a Rede Globo também tem investido mais em projetos e ações sociais. Entre eles está a campanha “Criança Esperança”, realizada anualmente há mais de uma década. Por causa do “Criança esperança”, a Globo foi premiada pelo Unicef em 1980. Novamente em 1992, pela mesma campanha, a emissora é premiada, ganhando a Medalha de Prata comemorativa do Encontro Mundial de Cúpula pela Criança (World Summit for Children).

Criado há mais de cinco anos, o Ação Global – outra iniciativa da Rede Globo, em parceria com o Sesi – , catalisa o esforço voluntário da sociedade para oferecer às comunidades carentes a oportunidade de obter documentos e de receber cuidados médicos, assistência jurídica e informações sobre saúde de uma maneira geral. Ela é realizada em todo o território nacional, sempre em parceria com as agências regionais do Sesi e já realizou mais de 15 milhões de atendimentos. O Globo Serviço, outro projeto social da Rede Globo, é um selo permanente que assina peças de campanha -  sobretudo nas áreas de educação e saúde – , como a de amamentação ao seio, de segurança no trânsito, de vacinação e  contra a violência familiar.

A produção de telenovelas é o destaque da emissora. A partir de um gênero clássico na dramaturgia popular, o folhetim, a Rede Globo desenvolveu a moderna novela de televisão. No início, o modelo ainda era o rádio: romances açucarados em capítulos, geralmente realizados em estúdio e assinados por autores estrangeiros. A cubana Gloria Magadan escreveria em 1966 uma das primeiras novelas levadas ao ar pela Globo, “Eu compro esta mulher”. Da mesma autora e com igual sucesso, seguiu-se “O sheik de Agadir”, já então registrando maior número de cenas externas e edição mais ágil. Com o tempo a emissora percebeu que este formato precisava de mudanças e começou a produzir telenovelas mais próximas da realidade brasileira. Mais tarde a  Rede Globo resolve investir também na produção de séries e, posteriormente, em minisséries.

Com a sua produção de ficção, que se tornou espelho para outras emissoras, a Rede Globo, lançou o “horário nobre”, que corresponde a programação televisiva entre 18h e 22h. A consolidação, em 1968, a partir de uma proposta de Walter Clark, de uma grade de programação, que teve por princípio a localização de um telejornal – o “Jornal Nacional” – entre duas novelas, as conhecidas e denominadas “novela das sete” e “novela das oito”, cria-se o hábito de ver TV e um aumento vertiginoso dos índices de audiência nos anos subseqüentes.

Há mais de uma década a emissora introduziu nas suas telenovelas o merchandising social, incluindo nas tramas informações de utilidade pública. Entre os temas mais constantes, estão a igualdade de direitos entre os sexos, a relação entre crescimento populacional e desenvolvimento e planejamento familiar. O Unicef, por exemplo, reconheceu oficialmente a importância desse trabalho na redução da mortalidade infantil no Brasil.

 

 

 

 

REDE BANDEIRANTES DE TELEVISÃO

ANOS 90

 

 

 A trajetória da Rede Bandeirantes de Televisão iniciou-se nos anos 60, como parte integrante de um projeto de expansão das empresas de João Jorge Saad na área das telecomunicações. Antes de fundar sua televisão, Saad já possuía uma boa experiência na mídia com a Rádio Bandeirantes, emissora que adquiriu da família Machado de Carvalho em décadas posteriores. Finalmente, depois de vários anos dedicados a inúmeras estratégias de criação, inaugurava-se, no dia 13 de maio de 1967, a TV Bandeirantes de São Paulo, canal 13. Um show de bossa nova abriu as transmissões da nova emissora, fruto de um elevado investimento em qualidade e com uma programação inicialmente baseada em musicais, telenovelas e variedades.

Em 1969 um incêndio destruiu os estúdios e boa parte de seu patrimônio, comprometendo a sua programação. Para que a emissora continuasse suas transmissões, os “enlatados” e filmes passaram a ser o seu carro-chefe, segmentando-a como uma simples exibidora de produções estrangeiras. Em meados da década de 70, ainda se recuperando dos danos causados pelos incêndios, a emissora começa a investir na produção de musicais e num jornalismo mais analítico.

Em 1978, a programação da emissora encontrava-se cada vez mais diversificada, com a retomada de seu departamento de telenovelas e um ano depois já mantinha três novelas diárias. No início de 1980, o departamento de telejornalismo da emissora foi reestruturado e a empresa realizou investimentos em equipamento, quando já integravam à rede 24 emissoras.

Com a entrada de novas emissoras, como o SBT, e o fim da TV Tupi, a TV Bandeirantes começa a briga pela audiência. Na década de 80, sua grade de programação era constituída por infantis como “TV Tutti Frutti”, “TV Criança”, “TV Fofão”, além de filmes, seriados como “Jeannie É Um Gênio”, “A Feiticeira”, “O Gordo e O Magro”, jornalísticos, programas de debates e entrevistas, variedades e transmissões esportivas, esta última consagrando-se especialidade da emissora a partir de 1984, com a estréia do “Show do Esporte”, comandado por Luciano do Valle. Nos anos 90, as transmissões esportivas ganhavam cada vez mais espaço dentro da grade de programação da Bandeirantes, que consagrava-se cada vez mais como “canal do esporte” e passava a adotar o apelido “Band”.

No final dos anos 90, a Rede Bandeirantes tenta cada vez mais desligar-se do slogan “canal do esporte”, investindo nas mais variadas áreas de produção, como programas femininos, jovens, infantis, sitcoms (comédias de situação), telenovelas, além de um reforço especial em seu jornalismo. O departamento de esportes da emissora foi terceirizado e agora está sob os cuidados da Traffic, produtora especialmente dedicada à transmissão de eventos esportivos. 

 

Eduardo Ferreira, João Pessoa/PB

disponível em : http://www.geocities.com/TelevisionCity/Taping/5157/bandhist.htm

 

 

1994

Abril

·         Segundo comparativo de audiência produzido pelo IBOPE, entre 1992 e 1993 (de janeiro a dezembro) a Bandeirantes foi a TV que mais cresceu em 1993, 27% contra 8% da Rede Globo e –7%, do SBT. A Rede Manchete e a Record ficaram em últimos lugares (-16% e –26%, respectivamente). (Publicidade no Jornal do Brasil, 09/04/94)

Agosto

·         Daniel Filho prepara o game show “Melhor de Todos”, para estréia em setembro na TV Bandeirantes. (TV, Jornal do Brasil, 27/08/94)

Novembro

·         Daniel Filho estréia game show na TV Bandeirantes, enquanto comemora o sucesso das suas produções independentes apesar de  não trazerem bom retorno financeiro. (TV, Jornal do Brasil, 05/11/94)

 

1995

 

Janeiro

·         A TV Bandeirantes constrói a maior torre de TV de São Paulo com 212m, 1.011,9m acima do nível do mar. A construção custou U$$ 5 milhões. As antenas, escritórios e equipamentos de transmissão consumiram outros U$$ 10 milhões. Um projeto engavetado há pelo menos 4 anos, por causa dos altos custos. A nova torre vai abrigar, além da antena da TV Bandeirantes, a da Rádio Bandeirantes FM e a do Canal 50 TV Alfa, canal por assinatura. (Folha de São Paulo, 15/01/95)

Fevereiro

·         A Bandeirantes associa-se à produtora TV Plus, do Rio de Janeiro para a produção de telenovelas. Jaime Monjardim assinou contrato de um ano com a TV Plus e será o diretor da parceria com a TV Bandeirantes. Apesar de contar com o apoio do vice-presidente, Johnny Saad, o projeto de produzir telenovela sofre críticas de quem teme a forte concorrência da Rede Globo. (Folha de São Paulo, 09/02/95)

·         Após perder Marília Gabriela e Juarez Soares, a Bandeirantes perde Roberto de Oliveira que deixou o cargo que ocupava desde 1992, de Superintendente de operação e produção da emissora, sendo substituído por Rubens Furtado, considerado o Boni da Bandeirantes. (Folha de São Paulo, 20/02/95)

·         Depois de dois anos e meio afastado da teledramaturgia, Jayme Monjardim, 39 anos, ex-diretor artístico da TV Manchete e responsável pelo sucesso da telenovela Pantanal em 1990, assinou contrato com a produtora carioca TV Plus por um período de três anos. A produtora está responsável por todos os projetos de dramaturgia da TV Bandeirantes. O primeiro projeto sob responsabilidade de Monjardim deverá ser um remake da telenovela Uma rosa com amor, de Vicente Sesso, exibida pela Rede Globo em 1972. O projeto está sofrendo resistência de Rubens Furtado, novo Superintendente da emissora que não quer abrir a nova fase da Bandeirantes com um remake. Monjardim acredita no sucesso da dramaturgia na Bandeirantes: “Não larguei dois anos e meio como diretor de filmes publicitários em São Paulo para voltar ao Rio e me meter num negócio que não vai dar certo. Se não acreditasse nele, não estaria aqui”. (Jornal do Brasil, 23/02/1993) A matéria traz outras declarações do diretor.

·         Depois de garantir o terceiro lugar nos índices de audiência com uma programação calcada na tríade esporte/jornalismo/filmes e um público basicamente masculino, das classes A e B, a Bandeirantes quer agora ampliar sua faixa de público, alcançando também as mulheres e as crianças. A Bandeirantes anuncia que o diretor Daniel Filho pode ser o novo contratado da emissora para ficar no cargo no momento ocupado por Rubens Furtado, ex-diretor da TV Tupi, da Rede Manchete e da própria Bandeirantes, de 1989 a 1992. Além de Daniel Filho, que também pode assumir o cargo de diretor de teledramaturgia, a Bandeirantes também está interessada em algum nome do jornalismo da Rede Globo.  (Globo, 25/02/1995)

Março

·         Daniel Filho assumiu o cargo de Superintendente de programação e operação da TV Bandeirantes, que estava sendo ocupado pelo diretor geral da emissora Rubens Furtado. Para a direção da emissora, somente com a inclusão de telenovelas e programas infantis é possível ganhar os 60% de telespectadores que, no Brasil, são formados por mulheres e crianças. A telenovela será dirigida por Jaime Monjardim, através da TV Plus e o programa infantil previsto é Vila Sésamo. Segundo Rubens Furtado a emissora triplicou seu faturamento desde 89, quando passou a investir em programação segmentada. Sobre a briga da Bandeirantes com o autor Benedito Ruy Barbosa, que reclama o pagamento de direitos autorais da telenovela Os imigrantes, comercializada pela emissora em dezenas de países, Furtado garante que haverá um acordo, pois não interessa à emissora brigar com o autor que pode no futuro ser recontratado.  (Jornal do Brasil, 10/03/1995)

Junho

·         A Bandeirantes está de olho no diretor global Roberto Talma, que foi convocado para uma reunião com Rubens Furtado, diretor geral da TV Bandeirantes.  (Dia, 26/06/1995)

 

 

Produções de ficção da TV Bandeirantes [1989-2006]

 

telenovelas

 

 

Reprises

 

Título/Horário exibido

Dias

Período

Capítulos

Escritor

Direção e Produção

 

“Os Imigrantes” (11h15)

SEG-SEX

JAN/90 – MAI/91

333

Benedito Ruy Barbosa, Renata Pallotiini e Wilson Aguiar Filho

Atílio Riccó, Henrique Martins, Emilio di Biase e Antonio Abujamra

 

“Ninho de Serpente” (11h15)

SEG-SEX

MAR/91 – SET/91

120

Jorge Andrade

Henrique Martins

 

“Casa de Irene” (11h15)

SEG-SEX

SET/91 – ABR/92

 

Geraldo Vietri

Jardel mello

“Campeão” (10h50)

SEG-SEX

DEZ/91 – MAI/92

114

Jaime Carmago e Marcos Caruso

Henrique Martins (supervisão Roberto Talma)

 

 

“Os Imigrantes” (18h)

SEG-SEX

MAR/95 – JUL/95

Duas primeiras fases

Benedito Ruy Barbosa, Renata Pallotiini e Wilson Aguiar Filho

Atílio Riccó, Henrique Martins, Emilio di Biase e Antonio Abujamra

 

“Madacaru” (22h)[1]

SEG-SEX

JAN/06

 

Carlos Alberto Ratton, roteiro de Calixto de Inhamuns, e Douglas Salgado, escrita por Gregório Bacic e Clóvis Levi.

Walter Avancine (geral), Ivan Zettel, Lizâneas Azevedo, Luís Antônio Pillar, Jacques Lagoa e Felipe S. Tenreiro.

 

 

Horários 18h

Título

Dias

Período

Capítulos

Escritor

Direção e Produção

“Meu pe de laranja lima”

SEG-SEX

DEZ/98 – ABR/99

101

Ana Maria Moretzon

Del Rangel e Guiseppe Oristânio

 

Horários 19h

Título

Dias

Período

Capítulos

Escritor

Direção e Produção

“idade da Loba”

SEG-SAB

JUL/95 – JAN/96

139

Alcione Araújo e Regina Braga

Jayme Mojardim e Marcos Schechtmann, co-produzida pela Tv Plus

“O campeão”

SEG-SAB

MAR/96 – NOV/96

128

Ricardo Linhares e Mario Prata

Marcos Schechtmann e Wilson Solon

“Perdidos de Amor”

SEG-SAB

OUT/96 – JUN/97

160

Ana Maria Moretzon

Marcio Waisman (geral), José Carlos Pieri e Mauro Frias.

“Serras azuis”

SEG-SAB

JUN/98 – DEZ/98

120

Ana Maria Moretzon

Nilton Travessos(geral), Paulo Figueiredo e Tarcísio Filho

Horários 20h

Título

Dias

Período

Capítulos

Escritor

Direção e Produção

“Floribella”

SEG-SAB

ABR/05 – NOV/05

169

Cris Morena, adaptação de  Jaqueline Vargas e  Patrícia Moretzsohn

Elisabetta Zenatti (geral), Sacha e Ricardo F. Pereira

“Floribella – 2º temporada”

SEG-SAB

JAN/06

 

Cris Morena, adaptação de  Jaqueline Vargas e  Patrícia Moretzsohn

Elisabetta Zenatti (geral)

 

 

 

 

 

 

 

seriados

Horários 22h

Título

Dias

Período

Episódios

Escritor

Direção e Produção

“Santo de casa”

 

JUN/99 – DEZ/99

22

Martin Cohan e Blake Hunter

Walter Lima Júnior

“A guerra dos pintos”

 

JUN/99 – DEZ/99

22

Rean Leavitt e Michael Moye

Walter Lima Júnior e Naum Alves de Souza

“As aventuras e Tiazinha”

 

OUT/99 – MAR/00

 

Mario Teixeira

Del Rangel, produção da Tv Bandeirantes e Fábrica de Quadrinhos

 

 


[1] Exibida inicialmente pela TV manchete entre AGO/97 – AGO/98. No ano de 2006, a TV Bandeirantes comprou os direitos de exibição.

O blog acadêmico do grupo de pesquisa A-tevê divulgará resenhas de publicações de nossa área de interesse (livros, teses, dissertações, monografias, artigos), disponibilizará críticas sobre programas de teleficção elaboradas por jornalistas, estudiosos e fãs convidados. Selecionará matérias relevantes veiculadas pelos meios de comunicação. A moderação do sistema de publicação e dos comentários é de responsabilidade de nossa equipe. Abriremos o nosso acervo de pesquisa dando acesso aos nossos relatórios de pesquisa, bando de dados (cronologia das emissoras de televisão, trajetória de escritores e diretores de telenovelas e outros dados) monografias, dissertações, teses e artigos elaborados por nossa equipe de pesquisadores.